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Brasil (de novo) sem WhatsApp: Entenda as polêmicas do aplicativo no mundo.

| Sem categoria | 21 de julho de 2016

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A juíza Daniela Barbosa, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, ordenou que todas operadoras de telefonia bloqueiem o WhatsApp o Brasil – é a terceira vez que o app deixa de funcionar no país após uma decisão judicial.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a determinação ocorreu após o aplicativo se negar a fornecer informações sobre uma investigação criminal.

As empresas de telefonia foram notificadas da decisão às 11h30 desta terça-feira. A multa diária caso a decisão judicial seja desrespeitada é de R$ 50 mil.

Em sua defesa, o WhatsApp afirma já não ter o conteúdo das conversas requisitadas – o aplicativo agora usa a criptografia “end-to-end”, na qual só as pessoas que participam do bate-papo podem ler o que é escrito nele.

Mas não é só no Brasil que o app vive sob ameaça.

Outros países

Em locais como Arábia Saudita, Irã, Reino Unido e Bangladesh, por exemplo, já houve discussão sobre a retirada do aplicativo do ar – em alguns deles, o app foi suspenso por tempo determinado.

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Em alguns países, a iniciativa de discutir bloqueios ao uso do WhatApp parte de seus setores de segurança, que argumentam ser mais difícil monitorar mensagens – que são encriptadas – enviadas pelo aplicativo do que ligações telefônicas ou e-mails, por exemplo.

Argumenta-se, porém, que se o WhatsApp permitisse o relaxamento na encriptação das mensagens, isso ameaçaria a privacidade dos usuários e os deixaria mais vulneráveis à ação de criminosos cibernéticos.

No Reino Unido, o então primeiro-ministro David Cameron criticou a falta de colaboração da empresa em investigações – no caso britânico, a preocupação é com terrorismo.

Em um discurso em janeiro do ano passado, o britânico disse que tentaria proibir serviços de mensagens encriptadas – como as do WhatsApp e do Snapchat – caso os serviços de inteligência do país não pudessem acessar o conteúdo.

A declaração foi feita após os ataques à revista satírica Charlie Hebdo em Paris, que aumentaram o temor sobre ameaças terroristas.

Já havia uma pressão para que empresas como Google e Facebook fornecessem mais informações sobre atividades de seus usuários. Ambas as plataformas são usadas como espaço de propaganda e recrutamento de grupos radicais pela internet.

“Vamos permitir meios de comunicação que são impossíveis de ler? Minha resposta é: não, não devemos fazer isso”, disse Cameron.

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Em junho de 2015, o assunto voltou à tona no Reino Unido com a discussão de uma nova lei de comunicações de dados.

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